segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Bandeira vermelha para a energia elétrica


Os fenômenos naturais atingem diretamente o bolso do consumidor e influenciam a vida humana. A chuva não é um desastre, mas em situações extremas de pouco ou muito volume de água pode ser prejudicial. A quantidade de chuva que chegou aos reservatórios no mês de setembro foi a menor nos últimos 86 anos. Por isso, a fatura da conta de luz a partir deste mês será mais cara, devido à baixa vazão das hidrelétricas. Passando a operar mais usinas térmicas, cujo custo de energia é mais alto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária vermelha, patamar dois, sofre reajuste de 42,8% passando de R$3,50 para R$5,00 para cada 100 quilowatts-hora (kw/h) consumidos. 


Até o mês de setembro a bandeira era amarela com taxa extra de R$2 para cada 100 kw/h. As energias renováveis são grandes aliadas desta situação atual no país. A energia solar é a preferida entre as opções renováveis. Os painéis fotovoltaicos podem produzir até 100% da energia exigida. Se o consumo da unidade for menor do que a energia gerada, pode ser entregue à companhia de luz e utilizada posteriormente em forma de crédito na conta de luz. A economia pode ser de até 95% nas faturas. O payback – tempo necessário para pagar o investimento com a economia de energia, é de até cinco anos. Ou seja, o valor da fatura de luz diminui e o valor economizado volta para o bolso do consumidor em pequenas parcelas. A energia fotovoltaica possui manutenção mínima, o que reduz os custos para manter o equipamento. Os painéis podem ser instalados em qualquer lugar, desde que não esteja em um local em que ocorra excessivo sombreamento. A energia solar colabora com o ecossistema, já que não emite poluentes para o meio ambiente e contribui com o crescimento de cidades mais sustentáveis e econômicas. A geração de energia pelos próprios consumidores é uma tendência em expansão, a produção fotovoltaica cresceu 70% em todo o mundo nos últimos dois anos e que a previsão é de que, em 2024, mais 1,2 milhão de usuários tenham adaptado sua produção e consumo de energia.


Gilberto Vieira Filho, presidente e engenheiro da Quantum Engenharia

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